Seagri incentiva cultivo de algodão orgânico como alternativa de renda para agricultores

 

Agricultores familiares de Campina Grande estão entusiasmados com o “Programa Ouro Branco”, apresentado pela Prefeitura municipal por intermédio da Secretaria de Agricultura (Seagri), que consiste na produção do algodão orgânico, cultivado de forma consorciada com outras espécies, no caso específico, a palma forrageira, em um mesmo espaço de solo.

Ao longo desta semana, o secretário Renato Benevides Gadelha, juntamente com engenheiros e outros técnicos da Seagri, vem mostrando aos agricultores de assentamentos, a exemplo do Vitória e do Pequeno Richard, na região de Catolé de Boa Vista, que uma das vantagens do cultivo do algodão orgânico é que o seu valor monetário custa duas vezes e meia a mais do que o preço médio praticado na comercialização do algodão tradicional, que é de R$ 1,00 o quilo.

Como resultado positivo das explanações técnicas sobre o assunto, 12 agricultores do Assentamento do Vitória já se cadastraram ao programa que, somados a outros 23 do Assentamento José Antônio Eufrauzino, perfazem um total 35 famílias que já aderiram ao “Programa Ouro Branco” tocado pela Pasta municipal da Agricultura.

A expectativa é a que cada agricultores utilize de dois a três hectares para o plantio do algodão orgânico. Uma vez bem cuidada a lavoura, ela pode gerar em torno de duas toneladas e meia por hectare, em um ciclo de produção é de no máximo 120 dias.

Segundo o secretário Renato Gadelha, agricultores familiares dos Assentamentos Paus Brancos e Quebra Quilos também deverão participar do programa. As comunidades das demais áreas rurais do município também serão orientadas e convidas a participar do programa “Ouro Branco”.

Até 2020, apenas cinco agricultores produziram algodão orgânico na zona rural de Campina Grande. Entretanto, a partir deste ano a Prefeitura municipal vem intensificando a divulgação e oferecendo incentivos para que o homem do campo possa participar ativamente desse programa, de modo a aumentar a renda e melhorar a qualidade de vida de suas famílias.

Ainda de acordo com o secretário Renato Gadelha, além de terem a oportunidade de comercializar o algodão orgânico a preços superiores aos praticados pelo mercado tradicional, os plantadores campinenses vão ainda contar com a garantia de compra de toda a produção por parte da Empresa Norfil, industrial do ramo de fiação, sediada em João Pessoa, com matriz em São Paulo.

A Norfil garante, ainda, a distribuição de sementes para o plantio, a sacaria para acondicionar o algodão e o transporte até o local para o beneficiamento da produção. A Seagri, por sua vez, oferece a assistência técnica necessária para garantir o sucesso do cultivo. O secretário Renato Gadelha designou o engenheiro agrônomo Joselito Moraes para acompanhar o trabalho dos produtores.

Codecom

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