Pai de menino que matou mãe e irmão, na PB, quer cuidar do filho, diz advogado da família

O pai do adolescente de 13 anos que matou a tiros a mãe e o irmão mais novo, em Patos, no Sertão da Paraíba, no último sábado (19), vai acolher o menino, segundo o advogado de defesa, Aylan da Costa Pereira, que conversou com o g1 nesta quinta-feira (24).

“Ele diz que vai cuidar do filho com muito amor”, comenta. O policial reformado de 57 anos também foi atingido por tiros e ficou gravemente ferido.

O menino foi transferido no último domingo (20) para o Centro Especializado de Reabilitação de Sousa, também no Sertão da Paraíba.

Segundo o advogado, a família do adolescente deseja a desinternação, e a defesa vai entrar com um pedido de habeas corpus.

“A família está muito unida neste momento e deseja a desinternação”.

O pai do adolescente permanece internado no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, mas saiu da Unidade de Terapia Intensiva e foi transferido para a enfermaria. Ele ainda está sem conseguir movimentar e sentir os membros inferiores.

A audiência de apresentação do caso aconteceu nesta quinta-feira (24) por videoconferência, pela 7ª Comarca de Patos. Na próxima sexta-feira (1º), deve acontecer a audiência de instrução, também online. Segundo o advogado, caso o estado de saúde permita, o pai do menino deve participar.

O advogado adiantou também que o adolescente passou por uma avaliação psiquiátrica e recebeu um diagnóstico, mas não revelou qual foi o transtorno detectado.

Menino confessou que matou mãe e irmão

O adolescente de 13 anos confessou que matou a mãe, de 47 anos, e o irmão mais novo, de 7 anos, além de ter baleado o pai. Ele alegou como motivações ter sido proibido pela família de usar o celular para jogar e para conversar com os amigos, além de ser pressionado por notas boas. A arma utilizada no ato infracional é do pai do menino e era guardada na casa.

Conforme o delegado Renato Leite, responsável pelo caso, é possível fazer uma reconstituição dos fatos. Ele relatou que o policial militar reformado foi à farmácia comprar um remédio para a esposa e, pouco antes de sair de casa, tirou o celular do menino.

Quando o pai retornou da farmácia, já encontrou a esposa morta, baleada quando estava deitada. O adolescente estava com a arma na mão. O pai pediu para ele soltar o revólver. Ao invés disso, o menino atirou nele e o atingiu no tórax.

Com o barulho dos tiros, o irmão do suspeito correu para abraçar o pai. Ele acabou sendo baleado pelas costas e morrendo no local. Ainda de acordo com o delegado, o suspeito, depois dos tiros, guardou a arma do pai e ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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