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OMS aponta risco global ‘muito alto’ com variante ômicron

O risco imposto pela ômicron, nova variante da covid-19, foi classificado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como “muito alto”. Em nota divulgada nesta segunda-feira (29), a organização aponta que a variante deve se espalhar e diz: “Se outro surto importante de covid-19 ocorrer impulsionado pela ômicron as consequências podem ser graves.”

A organização diz que a ômicron é uma variante “altamente divergente”, com um grande número de mutações, e que isso gera preocupação em relação ao seu impacto na trajetória da pandemia, mas destacou que ainda existem incertezas consideráveis em torno da nova variante.

“Há incertezas substanciais em relação à transmissibilidade da ômicron, potencial de escape imunológico (de imunidade induzida por infecção ou vacina), apresentação clínica, gravidade da doença e resposta a outras contra-medidas disponíveis (por exemplo, diagnósticos, terapêuticas). Vários pesquisadores da África do Sul e de outros países estão realizando estudos para avaliar essas características da ômicron”

Organização Mundial da Saúde

em nota técnica sobre a nova variante da covid-19

Um potencial aumento do número de casos “pode representar uma demanda esmagadora nos sistemas de saúde e pode levar ao aumento da morbidade e mortalidade”, disse a organização. Na manhã da segunda-feira (29), pelo menos 13 países em cinco continentes já haviam registrado a presença da variante, mas sem relatos de mortes relacionadas a ela.

A OMS também alertou a necessidade de maior cooperação global na distribuição de vacinas para países onde a cobertura ainda é baixa, que podem ser mais severamente atingidos pela ômicron. A África do Sul, onde a cepa foi detectada, tem apenas 24% da população com o esquema vacinal completo. Diversos países fecharam as fronteiras aéreas com a África do Sul e países vizinhos, o que gerou protestos por parte do governo sul-africano.

Por fim, a entidade aponta uma série de medidas que devem ser adotadas ou reforçadas pelos países, incluindo aumentar esforços para o sequenciamento genético, monitorar a doença e a capacidade dos sistemas de saúde e acelerar a cobertura vacinal. A organização também lembra que medidas como o distanciamento e o uso de máscaras são importantes.

( Portal Edna Soares)

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