Famup teme impacto do fim do Auxílio Emergencial na economia de 72,5% dos municípios da Paraíba

Prefeito George Coelho, presidente da Famup, e o vice-presidente, prefeito André Gomes

 

O fim do Auxílio Emergencial deverá provocar efeitos em todo o país. Mas nas cidades menores, que não têm uma economia autossustentável, o impacto será ainda maior. No caso da Paraíba, 72,5% dos municípios são considerados de pequeno porte e dependem, quase totalmente, de repasses do Governo Federal e da ajuda de outros entes.

Em alguns casos, o volume de recursos injetado pelo Auxílio Emergencial é superior aos repasses mensais do Fundo de Participação dos Municípios – FPM.

O cenário tem preocupado a Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup). O presidente da entidade, George Coelho, disse que vai acionar a bancada federal paraibana pedindo a continuidade do Auxílio.

“Pensamos que o Auxílio deve continuar. Os municípios estão para enfrentar uma recessão”, alertou Coelho.

A Paraíba tem hoje 223 municípios. Deles, 67 têm menos de 5 mil habitantes. Em grande parte dessas cidades o fim do benefício pago pelo Governo Federal será como um ‘tsunami’ para a economia local, diante da falta de perspectivas e do desemprego ampliados pela pandemia.

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