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Ações preventivas da Prefeitura de Campina Grande diminuem efeitos das chuvas mais intensas e evitam transtornos da população

Equipes da Sesuma e da Defesa Civil trabalham em conjunto no monitoramento das áreas de risco, fazendo a limpeza de canais, córregos, galerias e dos terrenos baldios.

Com a chegada das chuvas mais intensas, que normalmente ocorrem nesta época do ano, a Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), faz um alerta à população campinense sobre o descarte do lixo, que não pode ser realizado em canais e terrenos baldios. Essa prática, registrada com frequência por equipes do órgão, tem causado uma série de problemas para os moradores da cidade, como a obstrução de galerias, que causam uma série de transtornos, como inundações, alagamentos, além da proliferação do mosquito Aedes aegypti (transmissor da Dengue, Zica, Chikungunya), e de ratos (causador de outras doenças, como a leptospirose).

Nos últimos dias, uma ação conjunta da Sesuma com a Defesa Civil foi intensificada na tentativa de minimizar os efeitos causados pelas chuvas, principalmente em áreas consideradas de risco. Também foi realizada a limpeza de canais e de córregos, além da recuperação de ruas que ainda não têm drenagem, esgotamento sanitário e pavimentação. O Canal do Distrito dos Mecânicos recebeu uma atenção especial, com a limpeza da parte interna e externa.

De acordo com a Sesuma, a cidade é cortada por vários canais, que são fundamentais para o escoamento mais rápido das águas, evitando alagamentos e inundações. Há também o trabalho preventivo, que é feito diariamente e tem obtido efeito positivo. Por isso, mesmo com a intensidade das chuvas, nenhuma família foi obrigada a sair de casa.

Os principais canais do Município são: canal da Piaba, com início no bairro do Jeremias, passando pelo bairro da Conceição e chegando ao Açude Velho, interligando ao do Prado, que passa pelo Catolé, Tambor e chega até o Distrito dos Mecânicos; o canal da antiga Cachoeira, na zona leste da cidade; canais de Bodocongó, Ramadinha e Malvinas.

Há também alguns córregos, nos bairros do Santo Antônio, Jeremias, Acácio Figueiredo, São Januário e Jardim Continental, entre outros.

Em todos é necessário realizar, semanalmente, serviços de limpeza. Em alguns é preciso o uso de máquinas pesadas, onerando os cofres públicos com verbas que poderiam ser destinadas para outras atividades. “Temos uma coleta regular, eficiente e não entendemos porque algumas pessoas ainda insistem em descartar seus resíduos em canais e terrenos”, declarou o secretário municipal de Meio Ambiente, Geraldo Nobre.

Segundo Geraldo Nobre, o lixo, quando jogado inadequadamente, resulta em diversos problemas ambientais, que afetam a comunidade e moradores do entorno. “Isso provoca alagamentos, enchentes e a contaminação do ar. Estes são alguns exemplos causados pelos resíduos sólidos descartados incorretamente”, declarou.

Segundo ele, todos os dias são descartados, nos canais da cidade, resíduos que prejudicam o meio ambiente. São materiais como plástico, papel, vidro, madeira, metais, eletrodomésticos e até móveis, entre muitos outros materiais, que poderiam ser coletados para serem reciclados, e transformá-los em novos produtos.

A coordenadora de Meio Ambiente da Sesuma, Lilian Arruda, afirma que a educação ambiental é uma das principais formas para realizar o descarte correto do lixo. “O lixo precisa de um destino certo para a reciclagem, assim diminuindo os impactos ambientais e também contribuindo para que a idade permaneça limpa e bela”, declarou.

O coordenador da Defesa Civil, sargento Régis, assegurou que toda equipe está em campo e de plantão permanente, verificando os locais que costumam sofrer alagamentos. Ele disse que, caso necessite, a população deve acionar o órgão pelo número 199 ou a Sesuma pelo 3310- 6115.

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